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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Manaudau abandona competição - francesa justifica que está desmotivada


A nadadora francesa Laure Manaudou, campeã olímpica em Atenas'2004, anunciou que abandona a competição, em entrevista hoje publicada pelo diário "Le Parisien-Aujourd'hui".
"Está decidido. Vou parar. Esta não é uma decisão fácil de tomar. Não é imponderado. Isto amadureceu lentamente", declarou a tripla medalhada nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, então com apenas 17 anos.
Laure Manaudou, nascida em Ambérieux (centro-Leste da França) mas de origem grega, tem o maior palmarés da natação francesa.
Em Atenas, ganhou uma medalha de ouro nos 400 metros livres, outra de prata nos 800 e outra de bronze nos 100 metros costas, e entre 2005 e 2007 obteve três vitórias em mundiais, além de outras medalhas, e 17 em campeonatos da Europa.
Laure Manaudou destacou-se a partir de 2004 com as três medalhas obtidas em Atenas e durante três anos impôs-se na natação mundial, mas a sua carreira entrou em fase descendente depois de em 2007 ter deixado de ser treinada por Philippe Lucas, que a orientou durante os anos de êxitos desportivos, e de ter ido treinar para Itália.
A campeã francesa diz que continuou a treinar com a perspetiva dos Jogos Olímpicos de Pequim'2008, mas que quando se "levanta de manhã não se sente pronta a ir nadar", hoje "tem outros centros de interesse, outras paixões".
Laure Manaudou afirma na entrevista que perdeu "a vontade" de nadar quando deixou de ser treinada por Philippe Lucas.
A nadadora francesa, que nos últimos dois anos mudou várias vezes de treinador, foi última na final olímpica de Pequim dos 400 metros livres, que tinha vencido em Atenas, e penúltima nos 100 metros costas.

Texto Jornal Record (http://www.record.pt/noticia.aspx?id=b31bbaab-5123-4a06-848e-c8f2bf20dc2d&idCanal=00000313-0000-0000-0000-000000000313).

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Fatos continuam em evolução apesar da proibição da FINA

O italiano Francesco Fabbrica começou a interessar-se pela natação a partir do momento em que começou a levar os seus filhos, Giacomo e Edoardo, à piscina. O empresário tinha já uma grande experiência na confecção de tecidos técnicos, por isso, decidiu desenvolver um fato tecnológico, criando o Jaked, que revolucionou a natação.
O Mundial de Roma foi bastante elogiado por Fabbrica, o qual registou 43 WRs. "A tecnologia existe para ser usada, independente da marca que desenhe o fato. O Mundial de Roma foi um espectáculo para o público. Parece que querem tirar da natação esse conceito de espectacularidade que todos nós conseguimos criar", declarou o empresário em entrevista ao jornal Marca.
Pelo contrário, a FINA achou que estes recordes do Mundo foram um exagero e decidiu banir os fatos tecnológicos a partir de 2010. Fabbrica encontra-se completamente em desacordo com a Federação Internacional: "Pretendem retroceder? Pois vão ter que retroceder 15 anos, porque em 1996 Ian Thorpe usou pela primeira vez um traje de corpo inteiro com tratamento para repelir a água. Se não se admite o progresso, então mudaremos de desporto", declarou o italiano. Poderá ser a primeira perda de um patrocínio por parte da natação.
O empresário italiano admite ainda que o Jaked pode trazer vantagens ao nadador, mas todos podem ter acesso ao fato e, por isso, no fim ganha o mais forte. Ele desmentiu também que os Jaked têm curta vida útil e assegurou que as peças podem ser usadas em mais de 20 provas sem perder a eficiência.
O logotipo foi criado pelo filho mais novo. Apesar do começo humilde, Fabbrica sabe que acabou com o equilíbrio existente no mercado e mesmo com a atitude da FINA, o empresário continuará o seu trabalho.
"Estamos preparados para o que der e vier. Desde que acabamos o Jaked 01, começamos a investigar e desenvolver novos modelos. Até que a proibição seja oficializada, devo pensar que os nossos fatos são completamente legais. Provavelmente, as regras mudam em 2010, mas para nós a FINA ainda não disse nada", finalizou.

Entretanto, a empresa Petratex não revela o segredo do LZR e está já a desenvolver um segundo modelo do fato que, segundo a empresa, fará história nos JO de Londres em 2012. Este novo fato está a ser desenvolvido devido à forte concorrência do mercado ao qual chegaram fatos como o Jaked e o X-Glide, 100% poliuretano, e que deixam o LZR num patamar mais baixo visto que é apenas 50% poliuretano.
Na última terça-feira a FINA ratificou a decisão do dia 24, a qual proibe o uso destes fatos tecnológicos, porém, até que este organismo não concretize a nova norma, o LZR continuará ser desenvolvido para que recupere o protagonismo de 2008, ano em que esteve associado a 90% dos WRs.


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